Você sente que carrega o relacionamento nas costas? É sempre você quem cuida, organiza, sente e se doa, enquanto o outro parece só observar? Essa pergunta já doeu na gente também, no começo da nossa relação.
Quando o amor flui em uma direção só, um se sente maior e o outro se sente pequeno. E aí começa um jogo silencioso de mãe e filho, ou de pai e filha. Um cuida demais, o outro se inferioriza, reclama ou se fecha. Isso tem nome: desequilíbrio no dar e receber.
O que parece amor pode ser desequilíbrio
Por muito tempo vivemos isso: um tentando salvar a relação enquanto o outro se afastava sem entender o porquê. O amor estava lá, mas preso numa dinâmica desigual. E o amor só flui de verdade quando existe troca, quando os dois se reconhecem como parceiros, iguais.
O detalhe importante é que a solução não está em convencer o outro a mudar. Ela começa quando você para de tentar consertar o parceiro e olha para a sua própria história: o seu lugar na sua família, o que aprendeu sobre dar e receber, sobre merecer cuidado.
Se colocar como igual
Para restaurar o equilíbrio, muitas vezes é preciso abrir mão de uma tentativa antiga: a de fazer melhor que os nossos pais, de dar conta de tudo sozinho, de ser o forte da relação. Se colocar como igual é aceitar receber, e não só oferecer.
Quando os dois voltam a se ver como iguais, a leveza retorna. A relação deixa de ser um peso carregado por um só e passa a ser uma construção de dois.
Um exercício simples
Repare, durante uma semana, quantas vezes você oferece e quantas vezes você recebe sem se desculpar por isso. Só observar já mostra muita coisa. O amor consciente nasce justamente aí: no equilíbrio entre o dar e o receber.
Sim para o Amor