Em tempos em que homens e mulheres conquistaram mais liberdade, já viveram algumas relações e viram vários términos, se vincular de novo virou um exercício. Porque vínculo inclui compromisso, e compromisso assusta quem já se machucou.
Bert Hellinger dizia que, quanto mais altas as trocas em uma relação, menor a liberdade, porque o vínculo cresce através do intercâmbio. Em outras palavras: quanto mais a gente se entrega, mais se conecta, e também mais precisa abrir mão de algo.
A liberdade que fica vazia
Manter a liberdade a qualquer custo é tentador, mas tem um preço. É uma liberdade que, sozinha, fica vazia. Quem já viveu separações difíceis, ou viu relações sofridas na própria família, começa a pensar: melhor não arriscar. Ou então acredita que precisa dar o tiro certo, como se isso existisse.
Imagine uma empresa que cresce: mais gente, mais clientes, mais entradas e saídas. Os donos vão, aos poucos, perdendo liberdade em nome do crescimento. É assim que todo sistema se desenvolve, seja uma empresa, uma família ou um casal.
Entregar-se sem se perder
Não se trata de abrir mão de si, e sim de aprender o jogo entre liberdade e compromisso: colocar limites e, ao mesmo tempo, co-criar a união. Quem foge desse jogo acaba, muitas vezes, boicotando a aproximação e a estabilidade que diz querer.
Vale a pena arriscar? A gente acredita que sim. Porque, além da liberdade, pode existir algo ainda maior: um amor construído a dois, com espaço para os dois.
Sim para o Amor