“Mamãe, você não vai sair com esse cara!” Essa é uma frase que muitas clientes relatam, dita por filhos adolescentes ou já adultos. Às vezes nem há uma condenação explícita: a própria mulher não se permite voltar à vida social e afetiva.
É curioso como, com os homens, isso quase não acontece. Sobre a mãe recai uma cobrança silenciosa: a de que ela deveria se dedicar apenas aos filhos e à casa, e abrir mão do próprio desejo.
De onde vem essa culpa
Existem muitas crenças a desconstruir para você se permitir ser feliz de novo. Boa parte delas foi herdada: mulheres que, na sua família, também não puderam se colocar, também renunciaram, também carregaram tudo sozinhas. Ao se privar do amor, sem perceber, você repete uma lealdade a essas histórias.
Fazer diferente do que a família e a cultura esperam desperta culpa. Mas culpa não é sinal de que você está fazendo algo errado. Muitas vezes é apenas o preço de sair de um padrão antigo.
Cuidar dos filhos não é anular a mulher
Ser mãe e viver a própria vida afetiva não são coisas opostas. Uma mulher que se permite ser feliz ensina aos filhos, pelo exemplo, que a vida continua, que o amor é possível, que ninguém precisa se anular para cuidar de quem ama.
Recomeçar depois dos filhos, depois de uma separação, depois de anos de dedicação, é um direito, não uma traição. O tempo do luto de uma relação anterior merece respeito, e o desejo de recomeçar também.
Voltar para si
Reconectar com a mulher que existe além do papel de mãe é um dos trabalhos mais bonitos que acompanho. Quando a culpa é olhada de frente, ela perde força, e sobra espaço para o prazer, a companhia e o amor. Você merece viver isso.
Sim para o Amor

